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Steve Jobs ou Jeff Bezos? Com quem você mais se identifica?




Eles parecem iguais pela inovação e sucesso no mundo dos negócios, mas a essência e suas motivações são distintas. Muitas pessoas colam adesivos da maçã em carros assim como outros lugares por amor a marca de Jobs, mas certamente você nunca vai ver o sorriso da Amazon sendo divulgado gratuitamente por ninguém e essa, é a grande diferença.

Steve Jobs

Steve foi adotado pela família Jobs e é responsável pela maior invenção de todos os tempos: os Smartphones. Claro que muitos podem discordar, mas essa posição não é minha e quando chegou-se a essa conclusão, foram levados diversos aspectos em consideração, principalmente o impacto em toda sociedade global em um espaço mínimo de tempo. Jobs tinha nítidos desvios de caráter mas as paixões que o moviam era para melhorar a vida das pessoas. Além disso, ele conseguia erguer com desenvoltura a bandeira da resistência para brigar contra os grandes e gananciosos, como foi com a IBM, por exemplo. O macintosh foi criado e desenvolvido para ser acessível à qualquer pessoa quanto ao uso, completamente diferente dos outros computadores pessoais que exigiam bastante conhecimento para ser bem utilizado. O mesmo aconteceu com os celulares e demais dispositivos. Em relação a indústria da música, Jobs tentou salvar o estrago que o formato MP3 com a tecnologia B2B já havia feito. Comprar canções por 0,99 US foi uma jogada que, além de dar esperança para as gravadoras, ainda possibilitava aos músicos independentes a chance de vender sem atravessadores. De quebra, o iTunes se posicionava como a principal plataforma para músicas em todo mundo. Steve Jobs Transformou uma marca em sinônimo de inovação, atitude e exclusividade. Isso fez com que todos a admirassem e criou uma legião de fãs em todo o mundo. Esse é o sonho de todas as marcas. 

Jeff Bezos 

Bezos também foi adotado e criou a chamada “loja de tudo”, o maior representante da nova era do comercio no mundo, o e-commerce. De quebra, a Amazon ainda se solidificou em serviços de Cloud Hosting o AWS, e entrou no negócio de venda de hardware com o Kindle. Inicialmente Bezos estava firme no caminho de se tornar a referência em e-commerce e focou em um catálogo gigantesco e na velocidade de entrega. Isso demandou muita energia para criar uma logística até ainda desconhecida mesmo em empresas como Walmart ou Costco. Até aí a grande frustração de Bezos era que a marca Amazon não estava associada a tecnologia e inovação. A AWS mudou essa percepção e foi um dos melhores movimentos da Amazon. O problema foi quando Bezos percebeu, e isso teve o dedo de Jobs ao se reunirem, e ter visto o iTunes e suas pretensões, que ele precisava digitalizar os livros e dominar o mercado de eBooks. A Amazon foi cruel com editoras centenárias e lojas em todo os Estados Unidos e Europa. Eles obrigaram que fossem feitas digitalizações de diversas publicações. Quem se recusava, a Amazon “dificultava” as vendas na loja o que causavam grandes perdas para as editoras. Contra a parede, elas foram obrigadas a aceitar e fazerem as digitalizações mas o pior estava por vir. Sem qualquer aviso, na verdade omitindo propositalmente, Bezos anunciou o Kindle, e que os eBooks seriam vendidos por menos de  10 dólares (número que apareceu meses antes na cabeça de Bezos). Entendo que essa é uma via inevitável e a Amazon somente acelerou e reposicionou o mercado, mas entendo também que a forma como foi feita é questionável, principalmente por se tratar de parceiros muitas vezes leais da gigante do e-commerce. 

Conclusão

A Amazon fez o que precisava ser feito e, certamente, se fosse de outra forma, não teria o mesmo resultado, mas isso levanta reflexões e um certo desagrado por parte dos saudosistas. Eu ouvia as pessoas dizendo que a internet jamais substituiria as revistas em 1997 quando eu instalava nossos serviços de provedor nas residências. Hoje a Editora Abril e muitas outras não sabem mais o que fazer para sobreviver. Empresas como fnac e lojas da Saraiva ou Cultura, estão reduzindo suas atividades e fatalmente tendem a se adaptar com uma drástica redução ou extinção dos estabelecimentos. A boa notícia é que os preços tendem a despencar e o acesso aos livros vai ficar muito mais abrangente. Todas essas informações são públicas e referenciarei as fontes ao final do artigo. Já a Apple, sem Steve Jobs, tenta se manter forte, mas perdeu seu capitão e muito do que ele representou, porém, seu legado, deixou a chama da admiração pela marca acesa e viva nos corações dos consumidores. Claro que estamos falando de negócios e Bezos certamente tem planos para reverter a imagem de implacável e cruel. Em entrevistas, ao ouvir que a Amazon é predatória com parceiros e concorrentes, ele procura inverter a afirmação com um discurso que tenta vender a ideia de ser líder de uma empresa missionária, e Bezos realmente acredita nisso. Provavelmente vamos experimentar a década da supremacia da Amazon se solidificando ano após ano. Veja uma comparação de preços hoje 21 de janeiro de 2019 - Steve Jobs: A Biografia está sendo vendida por R$ 59,90 on-line na Saraiva e, neste exato momento, na Amazon o preço do mesmo livro é R$ 44,90, o eBook até por 21,56 e os usados por R$ 10,00 







FONTES:

- A Loja de Tudo - Brad Stone
- Steve Jobs: A Biografia - Walter Isaacson









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